Prefeituras no interior do país e nas periferias de grandes cidades não estão conseguindo, mesmo oferecendo em alguns casos salários vantajosos, atrair médicos para atender a sua população. Para amenizar o problema, o governo federal lançou o Programa de Valorização Profissional da Atenção Básica, que incentiva a ida de recém-formados a cidades que pediram ajuda ao Ministério da Saúde. No entanto, só 1.460 médicos demonstraram interesse nas 7.193 vagas, e apenas 460 já começaram a trabalhar. O ministério identificou também que 2.130 cidades, ou 38% do total, apresentam dificuldade para manter ou expandir o Programa de Saúde da Família.
Se der condições de trabalho e o pagamento for realizado, o programa funciona, sim! Atualmente, nas pequenas cidades, é assim: falta condições de trabalho; no primeiro mês o pagamento é feito em dia; no segundo mês o pagamento é feito com atraso; no terceiro mês o profissional tem que procurar o prefeito - o responsável pelo pagamento -; no quarto mês o médico desiste e o programa deixa de funcionar. A solução, no que diz respeito ao pagamento é simples, ou seja, basta o Governo Federal, que é o responsável pelos repasses financeiros, depositar os salários desses profissionais nas contas dos mesmos. Sendo assim, os contratantes - prefeituras - ficarão somente com a responsabilidade de coordenar o programa em seus municípios.