quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

O Município de Almino Afonso-RN segue estagnado e população vive à sombra do poder público

Ao longo dos últimos anos, o município de Almino Afonso-RN tem enfrentado um cenário de completo imobilismo administrativo. Sem obras estruturantes, sem políticas de incentivo ao desenvolvimento econômico e, principalmente, sem qualquer avanço na geração de empregos, o município atravessou mais um ano perdido sob a gestão atual.

Os números e a realidade social falam por si. Não houve a instalação de novas empresas, nem apoio efetivo ao comércio local ou à agricultura familiar que pudesse movimentar a economia. O resultado é um quadro preocupante, ou seja, praticamente não surgiram postos de trabalho, forçando a população economicamente ativa a depender quase exclusivamente do poder público.

Hoje, estima-se que cerca de 97% da população sobreviva de benefícios sociais ou da renda proveniente de servidores públicos ativos e aposentados vinculados às três esferas de governo - municipal, estadual e federal. Fora isso, restam poucas alternativas de sustento. A iniciativa privada é frágil, o empreendedorismo não recebe estímulo e a juventude segue sem perspectivas, muitas vezes sendo obrigada a migrar para outros centros em busca de trabalho.

Esse modelo de dependência revela um problema estrutural: a ausência de um projeto de desenvolvimento que vá além da manutenção básica da máquina pública. Em vez de planejar o futuro, a administração parece acomodada em uma gestão de sobrevivência, onde o município gira em torno de repasses governamentais e programas sociais, sem criar condições reais para a emancipação econômica da população.

Moradores relatam sentimento de abandono e frustração. “A cidade não anda, não cresce. Todo ano é a mesma coisa: promessa, discurso e nada de emprego”, resume um cidadão alminoafonsense residente na cidade. O desânimo é visível nas ruas, no comércio enfraquecido e na falta de perspectivas para quem deseja trabalhar e produzir.

Viver à sombra do governo não pode ser um destino permanente. Benefícios sociais são fundamentais para garantir dignidade, mas não substituem políticas públicas de desenvolvimento, geração de renda e inclusão produtiva. Sem planejamento, coragem administrativa e compromisso com o futuro, a cidade continuará presa a um ciclo de estagnação, dependência e desigualdade.

A população, cada vez mais consciente, começa a cobrar respostas. Afinal, governar não é apenas administrar a escassez, mas criar caminhos para que o município cresça, gere empregos e ofereça dignidade por meio do trabalho.